24 de março de 2010

TRILOGIA DO MILLENIUM, de Stieg Larsson


Descobrir que existiam três filmes adaptando para as telas os livros da neo-famosa Trilogia do Millenium, de Stieg Larsson, foi o de menos. Pior foi procurar, esperar e por fim desistir da idéia de que alguma distribuidora fosse lançar pelo menos o primeiro filme. Por isso, assumo – baixei mesmo! Como muitos filmes antigos, filmes b, europeus, asiáticos e outros que nunca chegam nem nos cinemas nem nas locadoras mais próximas, esse foi mais um dos filmes que, aparentemente, todo mundo que quer assistir tem que baixar e apertar o botão do “f...” mesmo.


Não li nenhum dos livros. Fiquei meio intimidada com o tamanho do primeiro (chamado Os homens que não amavam as mulheres), e pensar que havia mais dois então, ufa! Mas todo o papo sobre a trilogia começou com o fato de que, assim que o autor terminou sua enorme história de suspenses, mistérios, ameaças de morte e outras possíveis fatalidades, ele mesmo teve um ataque cardíaco e morreu. E no wikipedia podemos ler uma minúscula biografia do cara, aqui ó:


A sinopse do primeiro livro, logo do primeiro filme que, vejam só, não tem o mesmo nome – se chama Os homens que odeiam mulheres; é essa:

Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na vizinhança de Hedestad, Suécia. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.


Enfim, o que aconteceu foi que a Sony Pictures ignorou totalmente os três filmes feitos no país de origem do autor, a Suécia. A empresa comprou os direitos dos livros e resolveu americanizar não só o idioma da história, mas também as histórias em si. Mais um exemplo da não-aceitação da qualidade do material feito fora da terrinha do tio Sam.

Não são muitos os filmes suecos que chegam aqui pra gente – tirando, é claro, os do famoso Ingmar Bergman. A qualidade dos filmes da trilogia do Millenium é ótima! As histórias têm tramas independentes e a ligação entre elas fica na permanência dos dois protagonistas, Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist, no centro das confusões. E os coitados sofrem: é estupro, tiro, porrada, sequestro e ser enterrado vivo. E que fazem parte de todo o sensacionalismo ao qual estamos acostumados, as figurinhas-chave nos melhores blockbusters americanos. Então ainda não entendi porque o fato do filme ser falado em sueco se tornou um problema tão grande. 


Não sei se vou assistir a segunda versão que, provavelmente será filmada nos Estados Unidos e, logo (assim como Veronika decide morrer), a história vai ser transferida também para lá. E todo a ambientação do filme vai pra p..., isso mesmo. Na verdade não quero assistir, mas talvez o faça, nem que seja só para testemunhar a mais uma aniquilação provinda da globalização – e daqueles que parecem não aceitá-las, né?

Trailer com Legenda:

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