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19 de maio de 2021

Meu Amor: Seis Histórias de Amor Verdadeiro a.k.a. História boa é a que toca o coração!


Quase 5 anos depois do último post deste blog, com tantas mudanças na minha vida pessoal e profissional - mudei de emprego, comecei um relacionamento com uma pessoa de outro país, me casei, tive uma filha, morei mais de um ano nos Emirados Árabes Unidos, voltei para o Brasil em meio à pandemia trabalhando em esquema de home office com uma bebê de menos de 2 anos full time. Dentre tantas mudanças, tantas passagens, hoje me peguei inspirada em voltar aqui e escrever sobre essa série que, assumo, não me bateu como um supra sumo em qualidade, direção, premissa ou qualquer outro tópico que possamos pensar.


Meu Amor apareceu para mim naquela sugestão de lançamento que todos conhecemos muito bem na Netflix: e a oferta surtiu seu efeito - justo eu, a viciada em documentários sobre serial killers (os últimos foram Nightstalker, Sons of Sam, I am a killer), nem pestanejei e disse "sim" para a proposta de 6 histórias de amor que duram muitos anos, perpassam dificuldades, superam momentos tristes e oferecem conforto e apoio.

É claro que o momento em que estou na minha vida me levou a uma conexão com as histórias que provavelmente eu não sentiria se não fosse pelo fato de estar atualmente morando longe do meu marido, almejando o momento em que estaremos morando oficialmente no mesmo lugar, sem restrições de pandemia - também idealizando um futuro que faz parte do desejo dos casados (e de solteiros também, porque não): ter alguém para dividir a vida, aquela pessoa que te faz sentir amado, seu porto seguro.


Como não procurei saber sobre a série antes de começar a assisti-la, o primeiro episódio se apresentou bem singelo, eu não sabia muito bem até onde ele iria, qual era o propósito da série, será que ela teria algum evento que mudaria a narrativa. Acho que essa expectativa faz parte do nosso hábito de sempre esperar uma reviravolta nos filmes e nas séries que acompanhamos. A "mesmice" por muitas vezes incomoda. Neste caso específico, acho que a calmaria serviu para acalentar meu coração: na verdade, os momentos de "tensão" me incomodaram muito, justamente pela premissa da  história - já que esperamos sempre o pior.

Ao todo a série possui 6 episódios: Estados Unidos, Espanha, Japão, Coreia do Sul, Brasil e Índia. Ontem terminei de assistir ao episódio do Brasil. E, não quero puxar sardinha pro nosso lado, não... mas QUE EPISÓDIO! O episódio do Japão também me impactou demais, acho que seria O EPISÓDIO que eu recomendaria deixar para o final - a famosa "cereja do bolo" (porém, ainda não assisti ao episódio da Índia. Quem sabe ele me faz mudar de ideia).


Me peguei com lágrimas nos olhos muitas vezes, chorei em algumas cenas. Essa série conseguiu me emocionar de verdade, com seu jeitinho sorrateiro de cativar e me fazer pensar na minha velhice, na história de vida que deixarei para trás um dia. É impossível não pensar sobre sua própria jornada vendo essa série, mesmo que você não tenha um amor - premissa dos episódios - porque a verdade bem clichê é que todos temos uma história única, e envelhecer para contá-la é um privilégio.

4 de setembro de 2016

O frisson de Stranger Things


Há umas semanas foi lançada no Netflix (a.k.a. melhor invenção da humanidade) a série de 8 episódios Stranger Things. Como eu sou sempre a mais atrasada do planeta e nunca estou em dia com o que tá bombando, vi vários memes cheios de piadas internas – e, obviamente, não entendi nada. Pra quê eu to falando isso? Só pra deixar registrado que durante um tempinho eu soube que a série existia, mas ela acabou se tornando mais uma coisa na minha lista interminável do que assistir.

Aí começaram a surgir as matérias falando que ST era a melhor série do ano, da década, da vida; que a série tinha relançado a carreira da Winona Ryder – é, eu sei quem é WR e lembro muito bem da história do roubo das roupas –; que as referências a filmes dos anos 1980 eram excelentes… e por aí vai.


Lá fui eu assistir à série, é claro. Fiz uma maratona razoavelmente tranquila (8 episódios são tranquilos, nénon?) e, no final do ultimo episódio, fiquei com aquela sensação de ~ meu Deus, como eu vivi sem ter visto isso antes? ~ E, bem quando eu estava no meu hype de sensações, me sentindo parte da boiada (ou seja, finalmente eu entendia o porquê de tanto amor por uma série *desculpa, Game of Thrones!*) um pessoal começou com a contrapartida, dizendo que a série não era tão grandes coisas assim.

Me explicarei agora: achei, sim, a série fantástica. Não é a melhor série da vida porque, me desculpem (e como gosto é muito pessoal, falo mesmo), vai ser difícil barrar A Sete Palmos, cujo ultimo episódio me faz chorar copiosamente TODA VEZ QUE EU VEJO. Mas, pessoal, vamos parar de esperar sempre a melhor série do mundo, deixa ela ser boa do seu jeitinho especial, como acabou sendo pra mim.

Eleven S2

Talvez porque eu ame muito filmes da década de 1980 eu tenha gostado mais da temporalidade da série do que outras pessoas. Talvez seja essa vibe Stand by Me, com as crianças como personagens principais, ou o monstro com um quê de Labirinto do Fauno, ou a própria Winona Ryder, que tava com a carreira chafurdada há tempos e agora está chamando a atenção novamente. Talvez seja o mistério que leva a outro mistério, que leva a outro mistério que tenha me deixado tão ligada, sofrendo porque acabou muito rápido e não tem segunda temporada (ainda, menos mal!) pra continuar assistindo.


Sinceramente, eu entendo o frisson, sim. Sou parte dele. Não acho que é a melhor série do ano – até porque, quem julga isso, afinal? – mas acho que ST inovou e cativou, mostrando que cada vez mais as series de TV aberta acabam perdendo espaço pra empresas que têm mais coragem de ousar na escolha do seu produto. Vide Sense8 né, meu povo?

31 de maio de 2015

É ruim mas é boa: FINDING CARTER


Como qualquer compulsivo(a) incansável, adoro fazer listas de séries a assistir, mesmo tendo um trilhão já começadas e perdidas no limbo do “não sei quando vou acabar de te ver”. Ano passado fiz uma pesquisa básica pela internet e listei séries que tinham nomes / pôsteres / enredos interessantes, escolhi uma delas e me joguei!

A escolhida foi a série teen (já disse, tenho complexo de Peter Pan) Finding Carter. Carter é uma adolescente com uma mãe liberal – então nem podemos chamá-la de rebelde, né? – que, quando é presa pela polícia junto com alguns amigos por ter invadido um parque de diversões, descobre que sua vida toda foi uma mentira: ela foi sequestrada aos 3 anos de idade e, agora, aos 16 anos, será devolvida à sua família.


A primeira temporada é bem básica meeeeeeeesmo, ela (agora sim!) se rebela contra sua nova família / identidade / mãe – principalmente – e a história gira praticamente em ela se adaptar à sua nova condição – já que, agora, todos tratam sua “mãe” como a sequestradora – e a vontade ou não de voltar à sua antiga vida.

Alguns atores mandam muito mal, mas eles estão ganhando muito mais doletas que eu no momento, então vou deixar quieto. Cada vez mais ela descobre segredos envolvendo sua família nova (ou seria antiga?), sejam eles a envolvendo ou não: seu pai escreveu um livro sobre seu sequestro e agora escreve um livro sobre seu aparecimento sem que ninguém saiba; sua mãe há um tempo tem um caso com seu parceiro (esqueci de dizer que a mãe dela é policial – pra deixar bem mais fácil o nosso entendimento de quem é bom e quem é mau nessa história aí, por que não?); sua irmã gêmea não só não tem nada a ver com ela fisicamente, como também é seu oposto em personalidade... por aí vai....

Não vou dizer que a série é ruim – até porque to lá, vendo toda semana! – mas eu reconheço que não é uma série profunda ou com picos de representação ou histórias. Vale a pena assistir? Sim, se você souber que, depois dos 40 e tantos minutos de episódio você conseguirá SIM seguir sua vida sem a menor vontade de olhar para trás.




Vou confessar uma coisa: às vezes me irrito com a Carter (e com outros personagens, também). Ela faz muita pirracinha e gosta de ser rebelde sem causa (mas com causa, vamos combinar, people!). Quando eu vejo que to me irritando muito – nunca gosto do protagonista, mesmo, mas tem horas que o nível de ódio transborda – eu respiro fundo e penso que Finding Carter é uma série para ADOLESCENTES! Vamos ter paciência com esses serezinhos tão conflitados, né?

15 de abril de 2015

Séries que se tornam pendências, a.k.a. Antes tarde do que nunca

Há um tempo falei aqui que tenho (vamos pensar positivo, vai - TINHA) probleminhas em me despedir de séries, mesmo que elas nunca tenham sido daquelas séries do coração (como Arquivos X, A Sete Palmos, ou outras que fazem meu coraçãozinho de pedra doer de saudades).

Tendo isso definido, esse ano me vi atolada de séries que já haviam terminado, mas que eu deixei pendentes por alguns episódios - com a desculpa na época de "nas próximas férias eu vejo e me atualizo". Férias essas que, evidentemente, não aconteceram. Agora estou numa missão: terminar essas séries - ou pelo menos as temporadas que larguei no meio de séries que já terminaram, mas que ainda vou levar um tempinho pra alcançar seu final.

Body of Proof


Eu já sabia como a série terminava, me lembro que já tava sem saco de acompanhar - mas, como toda virginiana em seus momentos de organização, não quis largar o osso e deixar de fechar o ciclo. Resultado: a emenda ficou pior que o soneto, já que enrolei mais de um ano para terminar uma série que eu nem queria mais ver.

Ben & Kate


A comédia bobinha que eu via sem grandes brilhos nos olhos acabou sendo relembrada por causa da má qualidade de algumas sitcoms atuais (Mom, essa é pra você). Só faltavam 4 episódios de 20 e poucos minutos, matei em uma tarde. Check!

Him & Her
2a Temporada (de um total de 4; a série já foi finalizada)


Larguei de mão a série quando troquei de computador e, por esses dias, reorganizando as pastas de séries, vi que os últimos episódios da temporada estavam lá, largadinhos e abandonados. Vi e, assumo meeeeeesmo, me reapaixonei.

Play it Again, Dick


Veronica Mars - que, durante muito tempo, foi uma série que eu enrolei para terminar - é muito amor! Depois do filme delicinha que lançaram ano passado, essa série - ou melhor, websérie - veio para ser a cereja do bolo, onde os atores interpretam uma versão deles mesmos e seus respectivos personagens em Veronica Mars.

Poirot


Demorei pra terminar porque, assumo, episódios com duração de filme não são pra todos os dias. E mina lista de filmes também tá giganta, meu povo. Vergonha me descreve nessas horas.


BONUS CARD!
A terminar: Monk (ainda faaaaaaalta), Twin Peaks, Seinfeld, Skins (UK), The Mentalist.

12 de abril de 2015

GIRLS – 4ª temporada


A quarta temporada terminou e, diferente da primeira – que achei bombástica / surreal / ultrajante (sou tosca, eu sei) – eu sobrevivi ao pensar que vou esperar um ano (quase isso, pelo menos) pela nova temporada.

Mas, como já comentei AQUI, achei a terceira temporada um horror; por pouco não joguei a série na geladeira – acho que só não fiz isso porque a série tem poucos episódios, acompanhar não demanda muito do meu tempo.

Essa temporada teve um primeiro episódio bom, que parecia que ia recolocar a série no rumo original (leia com um duplo sentido, sim), mas não foi exatamente assim. Não sei se vou conseguir explicar bem o que acho em relação à quarta temporada. Acho que elementos foram inseridos na série de forma bem positiva, personagens forma bem aproveitados – e outros, nem tanto.


O elenco principal – as garotas – se mantém numa linha de profundidade consequente das outras temporadas. Mas com ressalvas. Finalmente, apesar de TODA a chatice, Hannah pareceu ter entubado seu egoísmo infantil e nocivo e finalmente pensa em crescer, já que ninguém vai fazer isso por ela. 

Jessa assumidamente se mostra a louca egoísta que é – agora depois do rehab, o que deu uma sacudida no personagem, que antes parecia ter suas “loucuras” justificadas pelas drogas que usava - inclusive, umas das maiores mudanças nos rumos da série se dá por culpa dela, pensando em seus próprios interesses explicitamente declarados. A Marnie, tadinha, continua no sonho dourado de fazer música mas, dessa vez, mesmo cambaleando pelo seu percurso pessoal, parece parar de ficar naquele lenga-lenga high school de “eu sou a mais bela e popular do grupo”.


A Shoshanna, minha girl favorita, acaba sofrendo o pão da realidade que o diabo amassou: no fundo, todo espectador esperava que seu plano de conseguir um super emprego depois que terminasse seu curso perfeito na faculdade desse errado – como acontece na vida real – e isso aconteceu! Com um fim a la Sex and the City, uma afirmação do girl power, a temporada terminou bem do jeito que deveria para ela, uma linda - juro, não to sendo irônica!

Os personagens secundários foram mais aprofundados, Adam e Hannah tiveram mais turbulências do que o normal, a escolha de Hannah – ir para outro Estado para estudar – afetou, e muito, o relacionamento dos dois. Só achei ele mais pentelho: acho que pegaram a chatice da Hannah e jogaram pro Adam, pra que a personagem dela não fosse a única odiada forever! Ray está cada dia mais irado (sei que não tem nada a ver, mas anseio pelo dia em que Ray e Sosh voltem a ficar juntos!!!!!), só tenho isso a dizer!


Achei a season finale ótima, foi o episódio que, de fato, mostrou que as coisas estão para mudar – aparentemente para melhor, já que para pior só se fosse para cancelar a série!

1 de abril de 2015

HART OF DIXIE – Sobre a 4ª e última temporada


Depois de uma terceira temporada já preocupada em atar nós – Zoe declarando seu amor para Wade, uma vez que já estava bem claro que o triângulo amoroso Wade-Zoe-George havia ficado para trás – a quarta temporada se ocupou em fechar a série sem deixar pontos em aberto.

Quem acompanhou a história da Dra. Hart e seus amigos sabe que casais foram feitos e desfeitos em um piscar de olhos e, às vésperas do final da terceira temporada, a atriz principal da série, Rachel Bilson, anunciou sua gravidez – o que levou a série a uma decisão que estava sendo empurrada com a barriga há algum tempo: fechar a história dos moradores de Bluebell antes de um inevitável cancelamento.


Nesta última temporada, com menos episódios do que o normal, a fim de conciliar a gravidez da vida real da atriz com a produção da série, os roteiristas fizeram o esperado: Zoe descobre que está grávida logo no primeiro episódio, que foi ao ar um mês antes dos demais. O pai da criança? Claro que é Wade, os espectadores já sabiam que os rumos da história levariam os dois a ficarem juntos.

Depois de descobrir sua gravidez, em nove episódios Zoe Hart precisou se entender com seu amado e resolver o que faria de sua vida, ao mesmo tempo em que outros personagens importantes também precisavam resolver suas mazelas – afinal, a série precisava acabar, né?

E por que não levar a série para frente no ano que vem? Qual seria o propósito de continuar com uma série que sempre teve como principal objetivo mostrar as confusões amorosas dos moradores de Bluebell, em especial da Dra. Hart, se já era óbvio que ela queria ficar com Wade e agora teria um filho dele? Seria chover no molhado, apenas.


Hart of Dixie tem clichês notáveis, mas sua proposta sempre foi essa: uma diversão romântica leve que podia ter ficado no ar repetindo para sempre a mesma fórmula de juntar e separar casais, até o público enjoar.

Achei a decisão de cancelamento justa, dando tempo para a série fechar com todos felizes para sempre, do jeito que o público alvo gostaria que fosse. Vou sentir saudades da leveza de assistir à Hart of Dixie, mas saudades boas – adoro quando fecham a história!

26 de janeiro de 2015

Girls e a polêmica do beijo grego


Estava planejando fazer uma resenha de Girls assim que assistisse ao primeiro episódio da quarta temporada, para pontuar se achava que a série ia continuar naufragando como na temporada anterior, ou se ia tomar um jeito (depois voltamos a isso). Mas, eis que me deparo com um artigo no facebook (esse aqui ó, fantástico) falando sobre a polêmica do beijo grego.

Primeiro, se você não sabe o que é um beijo grego, dá uma lida na resenha mencionada acima (link tá disponível ai pra quem quiser) e, se você já sabe o que é, leia também, vale a pena. Aparentemente,  as pessoas ficaram chocadas em ver uma cena de sexo fora dos padrões aos quais estão acostumadas – o sexo super hiper romântico, onde tudo são fogos de artifício e tals, ou aquele desesperado, que é basicamente (como mencionado na resenha de Leonardo Filomeno em outras palavras), uma meteção rapidinha.


Acho engraçado esse pudor que as pessoas têm, desatentando para o fato de que outras coisas que acontecem na cena são mais importantes do que o ator ter colocado a boca na bunda da atriz (aí o povo já quer saber se ele colocou mesmo, como foi, quantos takes, enfim...). A série nunca teve a intenção de mostrar um sexo idealizado (assim como nenhum relacionamento idealizado, também), e não foi a primeira vez que vimos uma cena de sexo fora dos “padrões” em Girls – quem aqui não lembra das cenas entre Hannah e Adam, ou quando Adam está com a menininha com quem ele ficou para esquecer Hannah, e ela odeia o que ela está fazendo com ela na cama?

Assisti ao episódio, não achei nada demais na cena - ou melhor, achei sim, achei bizarro e super pertinente o jogo de palavras “entrega coração” que os dois têm logo depois da polêmica posição sexual – quando Desi fala algo como “Eu amo isso” e Marnie responde: “Eu amo você”, tendo em vista o pequeno detalhe de que ele tem namorada e continua tendo. AWKWARD!!!!!

Pelo menos a polêmica não foi a única coisa a chamar a atenção nessa nova temporada. Eu estava ficando sem esperanças de que a série voltasse a tomar bons rumos, mas eis que minhas preces foram ouvidas: fiquei com a impressão de que os assuntos terminados nesse episódio serviram para acabar com as histórias paralelas desinteressantes que estavam tomando uma super proporção e o foco vai voltar para as garotas (dãaaa) juntas, tentando se encontrar em meio a tanta indecisão.


Fico me perguntando, se o povo ficou revolts com essa cena, imagina se vissem as cenas de sexo na prisão em Sons of Anarchy (sim, deixe a imaginação fluir...)!

15 de janeiro de 2015

COMMUNITY, a.k.a. Se você nunca viu, what are you waiting for?!?


Mais uma must-see série que demorei muito para começar a assistir (e ainda não coloquei em dia – ainda estou na segunda temporada) e até agora me recrimino sem parar. Em meio a tantas sitcoms mais-do-mesmo como Two and a Half Men (a parte nova com o gato o Ashton que, sorry, tá um cocozão), The Big Bang Theory, entre outras super famosas, Community não usa o mecanismo chato das risadas pra “mostrar” o que tá ou não engraçado, e também não foge pro lado do mockumentary como The Office ou Modern Family.

A série lançou o japinha (é preconceito falar assim?) de Se Beber Não Case e, ao mesmo tempo, reviveu a carreira de Chevy Chase – que eu já descobri que causou o maior rebu em renovação de contrato ou no set e saiu da série – mas eu ainda não cheguei nessa parte! Há! Fora que a série conta com várias participações maneiras (tem Jack Black, o carinha loiro do NCIS Los Angeles, Betty White, etc.).


O legal da série é que ela pode tomar os mais variados caminhos por episódio ou ao longo dos episódios, ao mesmo tempo em que não vai a lugar nenhum. Os episódios temáticos são fantásticos, o especial de Halloween da segunda temporada, onde eles comem algo contaminado e todos na festa vão virando zumbis e a faculdade é trancada por medidas de segurança, enquanto os poucos não contaminados lutam para não serem mordidos.

Eu sempre sento em frente à TV e planejo assistir a um ou dois episódios, de bobeira – e, quando vejo, já vi 5 ou 6. No final do ano, a Yahoo (que comprou os direitos da série, que já sofreu diversas ameaças de cancelamento ao longo de sua existência – com seu elenco, inclusive, pedindo que os fãs não deixassem que isso acontecesse) lançará a última e sexta  temporada da série. Com certeza, até lá eu já terei alcançado os episódios. Quero ver o que vou fazer depois disso.


24 de novembro de 2014

STALKER - Primeiras impressões da 1a Temporada


Eu sei, eu sei... eu reclamo tanto aqui que PRECISO terminar de ver as séries pendentes na minha vida, que estou atrasada em várias temporadas (Dexter, por exemplo) ou em vários episódios de séries que *teoricamente* estou acompanhando... Uma pessoa normal, de bem, cairia na real de que não dá pra ficar começando outras séries. Mas eu não tenho noção!

Semana passada, dando uma olhada em blogs sobre séries estreantes, me deparei com três séries que me interessaram (uma delas já terminou sua primeira temporada): Stalker, Finding Carter e Forever.


Vamos falar um pouquinho sobre os 5 primeiros episódios de Stalker, uma série da CBS com a Nikita japa (Maggie Q) e com Dylan McDermott, de O Desafio. Como o nome diz e, num resumo bem rápido, é uma série estilo CSI, Criminal Minds, NCIS, entre outras tantas que, apesar de terem uma trama principal – onde tentamos simpatizar, ou não, com os personagens – cada episódio possui seus próprios suspeitos e seu próprio núcleo.

O que incomoda muitas pessoas – mas que, para mim, é um ponto positivo – é justamente isso. O foco em histórias independentes prevalecendo sobre as histórias a longo prazo dos personagens principais deixa a série sem... digamos... profundidade. Mas, voltemos ao primeiro parágrafo deste post, eu estou LOTADA DE SÉRIES para assistir, logo, séries assim são muito bem-vindas, já que eu posso sempre atrasar um pouco sem correr riscos de ler spoilers no facebook – obrigada, amigos!


A série, apesar de não se arriscar a sair do padrão a que se propôs, é bem legal e tenta sair (ligeiramente) do esperado em relação a suspeitos ou quem é o culpado. Numa dose suficiente para ser interessante, mas não arriscada demais.

A escolha dos dois personagens principais também foi beeeeeeem segura (e dentro da caixinha) – A ex-Nikita é uma mulher bem *badass* que tem um passado que ela não quer revelar e tenta sempre funcionar como uma espécie de *men repeller* – devido ao tal passado que a deixou traumatizada. Já o ex-O Desafio é o pseudo-arrependido que já fez um bando de merda no passado e agora tenta (sem muito esforço) mudar seu jeito de ser.


Vamos ver como vai continuar a temporada. Até agora ainda não li nada sobre renovação, mas a série vai ter uma primeira temporada completa de 22 episódios. Se eu vou conseguir ver toda a série? Só o tempo dirá. Para não enlouquecer, tive que fazer algo que nunca fiz na vi (TOC explica) com algumas séries: parar de assisti-las no meio da temporada. Será que Stalker se salva da minha lista negra?!

8 de novembro de 2014

THE KILLING - 4ª Temporada (e o fim da série)


Continuando diretamente de onde a 3ª temporada parou, a 4ª e última temporada de The Killing teve apenas seis episódios para resolver três questões: o que aconteceria a Linden e Holder em relação às pendências da última temporada, o caso da vez e o desfecho da série.

Como todos que acompanhavam a série estão por dentro do que aconteceu na 3ª temporada, vou falar só um pouquinho, pra situar a história: Linden descobre que o Chefe de Polícia e seu ex-parceiro e amante James Skinner era o serial killer que os detetives tanto procuraram durante toda a temporada – tendo, inclusive, sido responsável pela morte da mulher de Ray Seward, que morreu na cadeia por tal crime. Ela o mata e Holder a ajuda a sumir com o corpo e com as evidências.


Agora, em meio a uma crise de culpa, Linden não consegue seguir em frente por causa do que fez, enquanto Holder, que descobre que vai ter um filho, não consegue entender como Linden continua presa ao assassinato – e fica com medo de que ela acabe confessando o crime e o levando junto. Desentendimentos à vista, será?

Ao mesmo tempo, uma família é assassinada e a única pessoa que sobrevive é o filho mais velho, que estuda em um internato militar – dificultando o acesso dos detetives aos fatos e, consequentemente, ao assassino.

E, vamos considerar mais uma coisa, além de ter menos da metade de episódios do que o normal (considerando apenas a temporada anterior, já que o primeiro caso durou DUAS temporadas), os roteiristas ainda tinham que se preocupar com o final da série – pra não deixar nada solto e mal contado.


Como já foi falado por aqui, essa temporada (diferente das anteriores) foi lançada pela Netflix, ou seja, todos os episódios saíram juntos – o que, para mim, foi muito bom: imagina surtar de ansiedade todas as semanas, esperando pelo novo episódio?

A série fechou muito bem, todos os fios soltos das temporadas anteriores foram muito bem amarrados, os personagens mostraram uma evolução coesa e muito interessante, o caso da vez manteve um mistério à altura da série – ao invés de ficar apenas de pano de fundo para os problemas pessoais dos personagens principais – e o final foi bonito, sem ser piegas ou sem ter nada a ver com o estilo da série.


É uma série que vai fazer falta (mesmo sabendo que não daria para continuar muito mais, já que histórias assim acabam sendo condenadas à mesmice), mas que, ao mesmo tempo, teve um final muito bom – ou seja, podemos indicar aos amiguinhos!

1 de novembro de 2014

HEMLOCK GROVE - 2ª Temporada, a.k.a. Whaaaaaaaaat?


A segunda temporada de Hemlock Grove conseguiu ser mais crazy do que a primeira. Depois de toda a rebordosa em relação aos assassinatos causados por um lobisomem (que as pessoas acreditavam ser Peter), a mais recente temporada trouxe uma conspiração que assassinava crianças (e sua família, em alguns casos) por temerem a volta do anticristo.

Como comentado anteriormente, Letha teve seu bebê no final da temporada anterior – mas, não resistiu em morreu. Como o bebê também era de seu primo Roman, este o leva para casa, ao mesmo tempo em que descobre ser um ufir e tentar matar sua mãe pela condição que esta impôs a ele.


Lutando para controlar seus impulsos sanguinários e brigado com seu BFF Peter (que foi embora no final da primeira temporada, mas que voltou para livrar sua mãe da cadeia e enviá-la fugida para a Romênia), Roman e Peter comprovam ser quase almas gêmeas nessa temporada, já que ambos começam a ter sonhos premonitórios em relação a estes assassinatos maquiados de acidentes.

No meio dessa confusão toda, eis que surge Miranda, que sofre um acidente em Hemlock Grove, corre até a porta de Roman e pede ajuda e abrigo. Coisas surreais começam a acontecer, entre elas: Miranda descobre o bebê mantido no quarto secreto da casa de Roman, começa a cuidar dela e, do nada, passa a dar leite – numa gravidez psicológica mais rápida que nissin miojo; ela se interessa por Roman e por Peter ao mesmo tempo, sem saber que eles eram amigos e, quando todos fazem as pazes felizes e contentes, ainda rola um menage *Oh my*.


A prima de Peter tem uma experiência de quase morte para ajudar a encontrar os assassinos; Miranda dá uns ataques de pelanca pois não entende *what the hell* está acontecendo, mas tem tempo de levar a bebê pro médico e pagar de mãezinha, claro; o pai de Letha descobre que (apesar de estar tendo um caso do Olivia por mais de vinte anos) a mamãe de Roman matou sua recém tornada ex-mulher; Olivia descobre que está com câncer e morrerá logo, logo....

Mas, e a Shelley? Bem, esta retorna das cinzas num momento lindo estilo Frankestein: com parte do rosto e dos cabelos queimados, ela se refugia numa cidade abandonada, dentro de uma casa – sem saber que esta é vizinha de uma casa ocupada, ainda. Um garotinho a encontra, mas não tem medo dela, eles viram amigos e ele até empresta o telefone celular do pai/padrasto (não prestei meeeeeesmo atenção), que maltrata a criança. Shelley, antes de partir (pediu ajuda pro tio), vai se despedir do menino, vê os maus tratos e mata geral (menos o menino, claro).


A temporada é muuuuito viagem, de uma forma bom e ruim, também. Todo mundo já sabe que Hemlock Grove é um terror mais adolescente, acho que essa temporada conseguiu dar uma amadurecida na história. Mas, ainda assim, ainda há coisas muito crazy e sem nexo. Bom mesmo é ver, (gostar internamente mais do que quero admitir) e dar uma zoadinha. ;)

24 de outubro de 2014

HEMLOCK GROVE – Sobre a 1ª temporada (parte 2) e 2ª temporada (parte 1)


Bem, amiguinhos, conforme mencionado no post sobre a 1ª temporada de Hemlock Grove, ao final desta algumas coisas já haviam sido reveladas para o espectador: Peter realmente é um lobisomem, apesar de não ser o lobisomem responsável pelas mortes (sendo esse o grande gancho da temporada – descobrimos que Christina se utilizou de recursos externos e escusos para se transformar em lobisomem [fica estranho usar esse termo para uma garota] devido à sua obsessão por Peter).

Mas, resumo da ópera, ela se deu mal, Peter já gostava de outra, que estava grávida do próprio primo, que fingiu ser um anjo e usou de seus poderes de vampiros (ops, na série ele não é um “vampiro”, ele é um ufir – que, na prática, dá no mesmo) para fazer a prima achar que tudo aquilo era um chamado divino (ou uma alucinação de LSD, também me convenceria), entre outras coisitas mais que, a princípio, eu nem ia comentar mas, com a segunda temporada sendo mais viajante do que a primeira – imagine só isso –, me senti compelida a finalizar assuntos pendentes no post anterior. 


O saldo do final da temporada é que, como todos lembramos, Peter é ressucitado pelo amor de Letha; Roman descobre que é um vampiro; Shelby (a irmã “ET” do Roman) ajuda a salvar o mundo mas toma uns tiros e foge pra floresta; Letha entra em trabalho de parto, tem complicações e morre – é, dessa vez o amor não salvou ninguém; Roman leva o bebê de Letha para casa – já que o bebê também é dele, né?; Peter dá a louca e some da cidade com a mãe – Assim acaba a primeira temporada (Ufa!).

Depois de quase mais um post inteiro para explicar em detalhes o que aconteceu na temporada anterior, chegamos à segunda temporada com Peter voltando pra cidade, sua mãe sendo presa e a participação especial que não acabava nunca na primeira temporada de Lili Taylor, a mãe de Peter, finalmente chegou ao fim – já que ela tem que fugir para a Romênia.


A partir daí o que acontece é que Peter e Roman estão brigados, Roman está lutando ferrenhamente contra seus impulsos ufir ao mesmo tempo em que mantém sua bebê escondida de tudo e de todos – principalmente de sua mãe – em um quarto secreto em sua casa. Por falar na sua mãe, praticamente morta pelo filho na temporada anterior, é remendada pelo médico/cientista japa que cuida da empresa deles.

Roman, por outro lado, não consegue esquecer Letha e começa a ter uns sonhos meio premonitórios – depois, quando volta a falar com seu BFF Roman, ele descobre que este também tem os sonhos lá – e descobre que vários bebês estão sendo mortos e as pessoas que os matam simulam um acidente – por isso ninguém desconfia de nada.


Por hoje é só. No próximo post – só sobre a segunda temporada – falo mais sobre as bizarrices de Hemlock Grove, incluindo menage à trois, monstros voadores e doenças fatais!

23 de setembro de 2014

OUTLANDER - amor pelo livro e, agora, pela série!


Há cerca de quatro ou cinco anos tive uma fase meio água com açúcar em questão de livros e, após algumas pesquisas na internet, descobri uma série de livros que bombava. Ela tinha tudo: viagem no tempo, clãs escoceses, um herói ruivo e fantasticamente realizador de todos os sonhos femininos (Alô, ficção!), batalhas e por aí vai... O primeiro livro dessa série, Outlander, tinha mais de 700 páginas – como eu resolvi ler o livro na época, não me pergunte... já basta estar ruminando a leitura de Game of Thrones!

No começo do ano foi anunciado que a série de livros seria adaptada para a TV e, lógico, com sua horda de leitores enlouquecidos, o elenco da série foi absurdamente bem recebido na Comic-Con desse ano.


A história narra a viagem pelo tempo de Claire Randall, uma enfermeira que, após servir durante cinco anos na Segunda Guerra Mundial, viaja com seu marido para a Escócia em uma segunda lua de mel. Lá, ela vai passar o dia em um local místico da região, Craigh na Dun – sem saber que essa magia poderia levá-la a outro lugar – a Escócia de 1743, cheia de clãs e lutas entre escoceses e ingleses.

O primeiro livro foi escrito em 1991 e foi um sucesso. Lógico que o tempo só fez aumentar o número de fãs da história, mas... aqui vou fazer uma breve comparação entre o livro (o que lembro e o que já reli – sim, estou relendo algumas partes) e a série, que sábado exibiu seu sétimo episódio pelo canal Starz.

A adaptação, além de fazer a maravilha de dar vida e preencher alguns gaps de imaginação em relação ao livro, está conseguindo de forma bem inteligente dar importância ao que deve levar mais tempo para ser explicado, alterando ou resumindo trechos que não fariam tanta diferença se fossem mantidos como no livro.


A própria relação entre Jamie e Claire parece ser mais calcada na série, já que temos mais oportunidades de ver a evolução da “amizade” entre eles... levando o espectador a quase bufar de ansiedade pelo tão esperado episódio de casamento (o de sábado, galere, finally!). 

Se bem que, relendo partes relacionadas aos episódios exibidos, acho que o livro transmite melhor a mudança de “afetos” de Claire, de seu marido Frank para Jamie, de forma mais coesa do que na série – já que ela fica o tempo todo reclamando que tem que voltar pro marido, assim a gente fica até desconfiado se ela tá curtindo mesmo ficar com seu novo marido.


Estou gostando (e muito!) da adaptação, ainda mais depois do anúncio de renovação pelo canal Starz, que deixou bem claro também que cada temporada tratará de um livro – ou seja, apertem os cintos, porque as mais de 700 páginas de Outlander terão que caber nos 16 episódios da sua primeira temporada! 

4 de setembro de 2014

HEMLOCK GROVE - Sobre a 1ª Temporada (parte 1)


Hemlock Grove apareceu na minha vida numa dessas buscas por listas sobre séries (como se eu já não tivesse séries suficientes para assistir, mas abafa); dessa vez, apenas com séries de terror. Todo mundo já sabe o quanto a Netflix tá bombando com suas séries (Orange is the New Black, Orphan Black, House of Cards...), e isso foi um grande impulsionador na minha vontade de ver HG (na intimidade, já) – inclusive, falei sobre a série aqui, mesmo sem ter assistido a nenhum episódio na época.

O que dizer, então, agora que estou prestes a terminar a segunda temporada? A cidade de Hemlock Grove é bem louca, dessas onde tudo não apenas é possível mas o que tiver que acontecer de surreal no mundo será nessa cidade. Logo no primeiro episódio, vemos de relance um bicho (que parece ser um lobisomem) matando uma adolescente no parque da cidade.


Com todo o clima High School que não podia faltar, somos apresentados a Peter Rumancek, um cigano novato na cidade, excluído, pobretão e que, não entendi muito bem como tudo aconteceu tão rápido, ganhou a fama de ser um lobisomem. Já locais da cidade, temos Roman Godfrey, sua irmã giganta e bizarrete (que mais tarde nos mostra possuir alguns traços de alienígena – mas hein?!) e sua prima Letha Godfrey – que será a Sookie Stackhouse (True Blood), a Elena Gilbert (The Vampire Diaries), a Bella Swan (Saga Twilight) da série: já deu pra entender, né? Os dois principais (Roman e Peter) se tornam amigos ao mesmo tempo em que querem ficar com Letha, que aparece gravidinha, mesmo sendo virgem (segundo ela), com a simples explicação de que foi emprenhada por um anjo ¬¬.


Dei uma desanimada no meio da temporada, demorei horrores pra terminar, mas, enfim, consegui! A história não é de todo ruim, desde que qualquer pessoa em sã consciência entenda que essa é uma história de terror teen. A transformação de Peter em lobisomem (ah, sem reclamar de spoiler de temporada velha, vai!) foi fantástica: não sei se eu estava em um dia de muita aceitação sobrenatural (isso acontece muito comigo, dependendo do meu humor o que eu to vendo será a melhor ou a pior coisa do mundo – racionalidade zero!), mas achei a transformação dele extremamente coerente, tendo muito mais sentido do que muitas transformações de lobisomens por aí! (fãs de Um Lobisomem Americano em Londres, piedade!)

O final da temporada foi... bem... OK. Algumas coisas não fizeram sentido e, juro, todo mundo tem um limite pras coisas em que acreditam dentro das histórias – por mim, tudo bem ter lobisomens, anjos safadjenhos, aprendizes de vampiros, alienígenas e tals, mas a pessoa MORRER e SER CURADA PELO AMOR, gente, comofas?


Anyway.... Vamos terminar por aqui, não vou começar a analisar (julgar) a segunda temporada sem ter terminado, néan?
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