11 de julho de 2015

Séries Novas - BALLERS


Aproveitando a ressaca pós Game of Thrones, a HBO lançou no dia 21/06 dois pilotos de duas séries extremamente badaladas. Na verdade, o que chamou a atenção da galera não foi a série em si, mas a vinda de de três astros de Hollywood para as telinhas. Foram eles Tim Robbins e Jack Black em The Brink e Dwayne "The Rock" Johnson em Ballers. Passada a estréia e dando um tempo pra respirar e pensar nos pilotos, vou postar uma crítica rápida aqui sobre eles, divididos em dois posts pra não virar bagunça.

Vou começar com Ballers. Sinceramente, das duas é a que eu mais esperava. The Rock tem um carisma tão grande quanto ele próprio e a sinopse me agradou. A narrativa da série segue a vida de ex-astros de futebol americano e principalmente como eles lidam com as questões financeiras no "pós carreira". O personagem de The Rock é contratado por uma empresa gerenciadora de fundos como ponte de ligação com os atletas e ex atletas do mundo da bola oval. É ai que começa o problema. A tal empresa aparece em umas duas cenas, e é extremamente mal aproveitada. Tá certo, era o piloto e eles queriam dar mais estrela para a... estrela, e para a fantasia de ser um jogador ou ex-jogador de futebol. Mas acabou que a tal empresa passa batida e, parando pra pensar, ele nem tem uma mesa lá. Fica estranho, mal aproveitando um dos personagens com mais potencial para a série que é Joe, interpretado pelo excelente Rob Corddry de Children's Hospital. Mas esse foi o um dos únicos problemas que eu vi na série, então vou parar de reclamar.


A narrativa dos jogadores em atividade também é interessante. Um, estourado, briga com um torcedor e acaba sendo dispensado da sua equipe, enquanto o outro vive com a casa cheia de parentes, amigos e "pessoas que eu nunca vi na minha vida" e está com dívidas. Qualquer similaridade com os jogadores de futebol brasileiros não é mera coincidência. Os dois, auxiliados por The Rock conseguem "sobreviver" ao piloto, mas deixam garantias de que muitas coisas podem vir por ai. Outra figura interessante é o personagem de Dulé Hill, o Gus de Psych, que trabalha como olheiro para os times. Por pura implicância minha - ou por ser fã de Psych - parecia que o personagem era na verdade o Gus, caracterizado para desvendar algum crime ocorrido em Miami. Não era. Não é. Psych acabou, siga em frente. Buááá.

Voltando, a narrativa parece segura, com propostas bem trabalhadas e possibilidade de crescimento para diversos personagens, além dos esperados jogadores e ex-jogadores. Sé senti falta de um personagem feminino forte, que não seja mulher ou ex-mulher de alguém. Isso talvez seja característica das produções do Mark Wahlberg, também produtor da excelente Entourage, que também tinha esse problema. Porém, te garanto que não vai demorar para aparecer uma agente fodona, uma "super gerenciadora de fundos" ou algo parecido. No geral é uma série bem interessante, que vale a pena ser conferida. Pelo menos até agora.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...